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03-03-2026
Exposição de Pintura de Lourdes Vila Viçosa Maneta
 

Exposição de pintura "Entre memórias e sementes nascem sonhos de esperança" de Lourdes Vila Viçosa Maneta.

O Conselho Regional de Lisboa acolhe na sua galeria de arte a exposição de pintura de Lourdes Vila Viçosa Maneta.

A inauguração tem lugar no próximo dia 5 de março, pelas 17h30 (Sede do Conselho Regional de Lisboa - Rua dos Anjos, nº 79 Lisboa). 

Comemorando-se no dia 8 de março o Dia Internacional da Mulher, a exposição de pintura "Entre memórias e sementes nascem sonhos de esperança" é dedicada à Mulher e nas palavras da artista expressa "uma pintura figurativa, cuja narrativa envolve a mulher, metáforas, arquétipos, mitologia entre tintas, “ouro”, sementes e sonhos de esperança. Esta mostra de arte são fragmentos de vida que se entrelaçam como raízes invisíveis"


Sinopse 

Mulher entre Memórias e Sementes nascem  Sonhos de Esperança

Esta exposição nasce de mim como nascem as coisas essenciais: da memória, da terra, do tempo.

- Instalações: Árvore de Sonhos que vos convida a escrever uma mensagem nas folhas para que se possa vestir a si própria e ao mundo com essas palavras oníricas de Paz. E, Os Quatro Elementos da Natureza.

- Apresento uma pintura figurativa, cuja narrativa envolve a mulher, metáforas, arquétipos, mitologia entre tintas, “ouro”, sementes e sonhos de esperança.

Esta mostra de arte são fragmentos de vida que se entrelaçam como raízes invisíveis, tecendo a linha contínua do meu encontro com o mundo. O que fui, o que sou e o que ainda desejo ser habitam este espaço como camadas de uma mesma paisagem interior.

Esta matriz que me habita é o chão comum onde assenta a minha trajetória/jornada em comunhão com as pessoas que amo, a terra que nos sustém e o deslumbramento pelo universo que nos envolve. Desse chão brota a minha consciência de gratidão pelas bênçãos recebidas, desafios, lições aprendidas e pelos encontros que constroem e atualizam o meu ser. São experiências que ampliam o meu olhar, sentir, criar - valores que enriquecem o tesouro imaterial da minha história pessoal, familiar e artística, numa teia de empatia, afetos e partilhas em solidariedade fraterna. Acredito profundamente que a arte constrói pontes, aproxima pessoas, escuta silêncios, cria comunidades mais construtivas, sensíveis e resilientes.

Nasci em 1953 e sou alentejana. Sou filha de agricultores que traz no corpo os elementos da natureza, o ritmo da terra e no olhar: o espanto pela criação. Encanta-me a vida que brota do solo, o nascer e o pôr do sol, o florescer das árvores, a respiração do planeta como organismo vivo, ao qual se sintonizam o reino mineral, vegetal, animal e deste faz parte a espécie humana que nos inspira a ser o sentido e propósito desta nomeação – humanos em comunidade.

Talvez por isso guarde sementes. As sementes dos frutos que consumimos em casa tornam-se pequenos astros — estrelas que iluminam o meu fazer artístico. Elas carregam em si a promessa do invisível, o mistério do que ainda não é, mas poderá vir a ser. São ensinamentos e desafios que me levam a sonhar utopias – esse “não lugar” onde me permito enfrentar o vazio, o desconhecido e a transformação. Ao dar-lhes presença na minha arte, ofereço-lhes existência e sentido - é um convite à minha curiosidade e ousadia para lhe desocultar o novo e escutar a vida em seu estado germinal.

Este modo de estar no mundo desperta em mim memórias mitopoéticas, fortalece a minha ligação às raízes ancestrais e heranças primordiais. É também nelas que sacio a sede de vida, bebo da fonte de inspiração de Pégaso e me embalo no berço da nossa cultura – Filosofia Greco Romana.

Se o potencial de cada semente vos tocar de forma singular e vos inspirar na criação de pontes entre os sonhos da alma para a transformação e renovação de um mundo melhor - sinto-me grata e feliz.

Acredito que, mesmo perante a incerteza, dentro de nós existirá sempre um gesto possível de florescimento. E é através da Família e da Arte Solidária - como Bem-Saber-Ser & Criar — que escolho partilhar e celebrar, de modo consciente e sensível, o mais profunda da Vida.


Lourdes Vila Viçosa - CV - 15/1/26



 


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